A área sofreu com derrubada da mata nativa e sucessivos casos de incêndios florestais entre os anos de 2019 e 2024
A Estação Ecológica do Rio Roosevelt (ESEC Rio Roosevelt), localizada no município de Colniza, em Mato Grosso, passa a contar com uma importante iniciativa de recuperação ambiental e fortalecimento socioecológico.
Denominado, “Depois do Fogo – Restauração Ambiental pós distúrbio de fogo”, o projeto tem como proposta central promover a regeneração da biodiversidade nativa, a mitigação das mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável regional por meio de ações integradas de restauração ecológica, monitoramento ambiental, capacitação técnica e fortalecimento institucional.
Proposto pela Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde, o projeto é executado em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT Campus Juína) e em alinhamento com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT), órgão gestor da unidade de conservação.
A área de intervenção abrange 250 hectares totalmente inseridos no perímetro da Unidade de Conservação pública. A região sofreu com um ciclo de derrubada de mata nativa e vários casos de incêndios florestais registrados entre os anos de 2019 e 2024.
Esse histórico de degradação resultou na escassez de mudas regenerantes e na proliferação de gramíneas exóticas (pastagens), que dificultam o retorno natural da floresta do bioma amazônico.
Para reverter o quadro, as diretrizes técnicas do projeto incluem o plantio de florestais nativas, o combate contínuo às gramíneas invasoras, a indução da regeneração natural e a criação de estratégias permanentes de proteção contra novos incêndios, conforme medidas estipuladas no Plano de Restauração.
Nesse início de outubro, as equipes da Fundação Rio Verde e do IFMT-Juína estiveram na área realizando o reconhecimento e coletando dados para o início do projeto. O responsável técnico e pesquisador da Fundação, Fábio Pittelkow, destacou os desafios do projeto e toda a análise que será realizado.
“Temos desafios logísticos, de mão de obra e de produção de mudas, pois estamos falando de uma área extensa, cuja restauração ambiental será realizada ao longo dos próximos quatro anos. A primeira etapa é reabrir os acessos para chegar ao local e iniciar os levantamentos de fauna, flora e estoque de carbono. Essas avaliações vão orientar o planejamento e a execução do projeto”, explicou.
O diretor executivo da Fundação Rio Verde, Rodrigo Pasqualli, destacou a relevância da ação e o papel institucional da Fundação na gestão ambiental e no impacto social.
“O projeto vai além da recuperação ambiental. Ele também prevê a recomposição da vegetação e a conscientização da população do entorno. Essa é uma iniciativa inovadora, a primeira desse porte realizada pela Fundação Rio Verde, e que reforça nosso compromisso com a comunidade e com a função social da instituição”, pontuou o diretor.
Fonte: Verbo Press


