Fundação Rio Verde
Mulheres e agronegócio: Uma entrevista com quem conhece a evolução das mulheres em uma das áreas mais promissoras da economia nacional
28/03/2019 às 19h15

A supervisora de Experiência do Cliente para John Deere Brasil, Maria Cândida de Melo, esteve no Show Safra BR 163 e batemos um papo com ela sobre a presença da mulher em lugar de destaque no agronegócio. Maria também contou um pouco sobre os maiores desafios e se há competitividade entre homens e mulheres.

Carol Scandolara: Como é a atual situação da mulher no mundo do agronegócio?

Maria Cândida É cada vez melhor, a gente percebe a importância do papel da mulher, da presença dela, não só no agronegócio, mas em todas as posições de liderança. Esse equilíbrio entre o perfil da mulher e do homem faz com que as empresas e instituições tenham cada vez melhores ganhos.

C. S.: De que forma elas estão presentes no campo?

M.C: De várias formas, pela habilidade que possuem elas podem contribuir muito com a gestão do negócio. A mulher tem muita habilidade em cuidar, ou seja, na gestão de pessoas, de processos, de qualidade e na excelência em execução. A gente acredita que com a gestão que as mulheres têm elas podem imprimir cada vez mais essa atração, o desenvolvimento e a retenção dos profissionais dentro do agronegócio.

C.S.: A indústria tem pensado em algo específico para as mulheres?

M.C.: A nossa indústria traz cada vez mais tecnologia independente do gênero, porque nós entendemos que ela é acessível para todos. Muitas vezes chega ao campo antes mesmo de chegar à cidade e isso é muito importante, então a tecnologia não tem gênero.

C.S: Existe qualificação voltada para a mulher?

M.C.: Sim, existem grupos de trabalho, a gente vê várias iniciativas, como mulheres engenheiras, mulheres em operação, focadas no desenvolvimento econômico e de liderança da mulher para que ela imprima a sua personalidade no negócio.

C.S: E quais são os maiores desafios?

M.C.: Acredito que é fazer a mulher acreditar em seu potencial e que há espaço para ela, acreditar em sua representatividade, em sua importância. É uma jornada, nós viemos de uma cultura em que tínhamos um papel diferente e cada vez mais ela vem imprimindo outro papel na sociedade, não só no ambiente de trabalho. Isso é um desafio porque a gente fala de uma cultura de muitos anos atrás que vai um pouco de encontro.

C.S.: Há competição entre homem e mulher?

M.C.: Não é essa a proposta. Ela não vem substituir o papel do homem, mas com a contribuição dela, com um olhar diferente e o homem continua atuando como atuava. Hoje nós temos uma necessidade de segurança alimentar muito grande, a população cresce na cidade e diminui no campo, então não há espaço para competitividade. Vamos trabalhar juntos, nos unir e fortalecer o negócio do agro, fora do agro, em qualquer lugar.

O Show Safra BR 163 termina nesta sexta-feira (29) com palestras voltadas para a agricultura familiar.  A programação completa do último dia você confere em http://www.fundacaorioverde.com.br/show-safra-163/programacao.

Apoio: Daniel Pianowski.